O setor avícola brasileiro está em alerta máximo após o governo federal estender o estado de emergência zoossanitária por mais 180 dias. A medida, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), visa proteger a cadeia produtiva nacional da ameaça representada pela gripe aviária, que já registra focos em países vizinhos da América do Sul.
Para os produtores, a prorrogação do estado de emergência é uma decisão prudente, mas que exige atenção redobrada às regras de biosseguridade. Estão proibidas atividades que envolvam a exposição de aves em eventos públicos e a criação ao ar livre. Essas ações têm o objetivo de limitar o contato entre aves domésticas e silvestres, que são potenciais portadoras do vírus.
A avicultura é um dos pilares do agronegócio brasileiro, gerando milhões de empregos e respondendo por um volume expressivo das exportações do país. Um eventual surto de gripe aviária poderia comprometer mercados internacionais, afetando diretamente a economia.
Apesar do cenário de alerta, o Mapa garante que os produtos avícolas seguem seguros para o consumo, desde que provenientes de estabelecimentos inspecionados. A população é orientada a não manipular aves doentes ou mortas e a acionar imediatamente os órgãos competentes em caso de suspeita.
As autoridades sanitárias continuarão monitorando o território nacional com rigor para prevenir a introdução e disseminação do vírus no Brasil.
